quarta-feira, 16 de março de 2016

"Trabalhadores, uni-vos!"

Diante dessa lavagem cerebral sistemática que a Rede Globo de Televisão vem e está fazendo contra a população desavisada, com essa cobertura acintosa contra a moral pública, contra as instituições sérias públicas e privadas e contra a Constituição da República, justifica-se, finalmente, a aceitação de Lula ao cargo de Ministro do governo Dilma, a fim de com foro privilegiado no âmbito do STF ingressar de cabeça nessa guerra de nervos.

Porque de fato estamos em meio a uma guerra - a palavra é essa guerra! - política contra um ex-presidente da República de importância histórica incontestável, a que as classes dominantes (por que será?) repudiam com veemência e agora intentam por estropiar a sua imagem pública, eliminando-o do certame de 2018 com a prisão, caso não atinjam o objetivo imediatista do golpe de estado, ora traduzido pelo termo e instituto jurídico de "impeachmeant", aberto contra de Dilma Rosseff, administradora pública e pessoa das mais idôneas a quem querem imputar injustamente toda e qualquer corrupção que haja neste continental Brasil.

Ademais, cabe ainda o alerta para o vazamento ilegal e seletivo de informações plantadas sob contexto convenientes ao que se quer inculcar à todo custo, realizados com chamadas ao vivo pela rede de televisão supracitada, em tom irônico pelo seu principal âncora, o "jornalista" (?) William Bonner. Tal fato do vazamento de informações sigilosas de Justiça por sujeitos que deturpam e desonram o papel primoroso das instituições públicas e do Estado Democrático de Direito e que ao mesmo tempo demonstra o que intencionam esses falsos moralistas da coisa pública a serviço de interesses escusos do grande capital, requer de antemão um forte ato administrativo de repúdio, a fim de repelir práticas incompatíveis com a grandeza do país.

"Trabalhadores, uni-vos!"

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Tautologia enquanto bandeira de luta

O gérmen de todo o mal da política brasileira é um mal duplo: ele está lá no Legislativo putrefado pelo chantagismo e pela politicagem que subjuga o Executivo a uma falsa governabilidade; mas também está cá sob nossa responsabilidade enquanto eleitores, que muitas vezes menosprezamos o valor do voto, sobretudo do poder legislativo, quando votamos em vereadores, deputados ou senadores, que sequer conhecemos ou que já são caras tarimbadas ante uma suposta falta de opção ou que de um modo ou de outro compram os votos de certos currais eleitorais urbanos e modernos.

Para se mudar uma cultura política temos que resistir a esse discurso majoritário, arbitrário, monopolista das grandes redes de televisão, sobretudo a Rede Globo, que tem sua história ligada a golpes políticos e de Estado, maior exemplo a Ditadura Militar, que tentam inculcar falsos consensos à sociedade, através de manipulações de fatos e imagens para a construção de verdades autoritárias na ausência de uma mídia alternativa e, sobretudo, de uma lei de regulação da imprensa que tanto o Grupo Marinho é contrário.

A cultura política do país deve ser fruto da busca messiânica por informações as mais diversas e heterogêneas. Perpassa por uma recepção desta gama de informações dos diversos canais de televisão, das emissoras de rádio, dos jornais impressos e onlines, de modo não mecanizado e passivo. De modo a rejeitar toda imposição de verdade a partir da análise crítica que pode e deve ser feita sobre toda informação. Pois a melhor informação é sempre aquela que nutre o cidadão de ferramentas para pensar, jamais nutrindo-o de censos comuns.

Por isso o #ForaCunha deve ser tratado não como o fim de uma cultura detestável da política brasileira, que tornou-a infelizmente a despeito de Aristóteles sinônimo de politicalha, mas como baluarte simbólico de uma luta que apenas está por começar: por uma política ética de fato, pois no atual momento histórico, o uso de tautologias se mostra justificado e é bandeira de novas conquistas.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

O artista e o jornalista

"Dilma e o cadáver de Johnny Hooker". Esse é o tipo de texto que rende tanto os artistas, quanto os jornalistas. De um lado Johnny Hooker, de outro Vandeck Santiago. O artista usando de sua vanguarda em defesa de um ideal político. E o jornalista usando de sua caneta para mostrar o artista de vanguarda em meio ao ambiente hostil das redações que "editam" as falas dos profissionais do jornalismo. 

Hooker mostra aos artistas que se pode transgredir de maneira honesta em defesa de seus ideais; que o artista é um formador de opinião e por isso deve manifestar abertamente sua opinião; que o artista em essência é o guardião da liberdade vivificante; e que é criador de uma arte política que refrigera a alma.

Vandeck mostra aos jornalistas que é possível transgredir mesmo em um ambiente de uma instituição que cerceia a liberdade de expressão dos profissionais; que mina a criatividade dos mesmos; e que impõe um posicionamento político unilateral em troca de interesses particularistas.

É por essas e outras que eu sugiro a música de Johnny Hooker e os escritos de Vandeck Santiago.


sexta-feira, 24 de julho de 2015

O "rolo" da bola

A questão da gestão do Futebol no Brasil se tornou tema bastante complexo, sobretudo após a modernização desestruturada havida a partir e após a Copa do Mundo. Algumas temáticas vigorantes na Europa já há alguns anos começaram a chegar ao Brasil e a abrir o debate em âmbito nacional.

A construção das novas arenas, que chama a atenção a olhos vistos, tanto quanto os mega-esquemas de corrupção que assolam o futebol desde a FIFA à CBF, no momento em que nacionalmente jogadores brasileiros veteranos e experimentados na Europa criaram o Bom Senso FC, colocaram a gestão do futebol nacional novamente à baila da discussão, exasperada pelo momento.

Juridicamente temos de um lado a Lei Pelé, de 1998, e a MP do Futebol, de 2015. Politicamente surge a possibilidade de se antagonizar a CBF com a criação de uma "liga independente de clubes" tal qual os países europeus. A pergunta que não quer calar subdivide-se em três e são as que segue: 1- qual o caminho deve trilhar o futebol brasileiro para modernizar-se, democraticamente, dentro e fora de campo? 2- Qual o caminho para a responsabilidade fiscal dos clubes (para saldar suas dívidas e impedir futuras)? e 3- Qual o caminho para uma maior justiça e igualdade entre as cotas das agremiações?

São questões bastante complexas ainda sem respostas. Abaixo, seguem as legislações em vigor e um pouco o debate político atual.

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9615consol.htm (Lei Pelé)

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Mpv/mpv671.htm (MP do Futebol)

http://www.ebc.com.br/esportes/2015/07/aprovacao-da-mp-671-pode-marcar-o-inicio-da-reacao-do-futebol-brasileiro-diz

http://globoesporte.globo.com/futebol/noticia/2015/07/se-os-clubes-quiserem-podem-criar-uma-liga-nacional-no-brasil-ge-explica.html

terça-feira, 21 de julho de 2015

O Espelho e os estilhaços


Para o mundo existencial de Ingmar Bergman o mundo resume-se a uma pessoa: um homem. Ou melhor: no máximo duas, um homem e uma mulher. O que melhor que a vida de um casal para representar a angústia do ser? - o documentário Liv & Ingmar (2012) que o diga. Mas é em A Hora do Lobo (1968) que o próprio Bergman narra, em mais essa obra-prima fílmica sua, mais um viés de sua teoria existencial. Se pudéssemos associar sua figura a de um filósofo, sem sombra de dúvidas este seria Martin Heidegger.

O ofício do artista e a vida pacata da esposa devota parece que são incompatíveis. Todo o tempo passado juntos - mesmo que até a velhice - parece provar que o quanto mais se sucede mais desconhecidos são um para o outro. É como se a língua falada fosse outra ininteligível. E do convívio em comum, a única coisa em comum, fosse a indiferença. Mas por quê?

O ser é um ser sendo. O lapso temporal do presente é reflexivo - é como um espelho! A representação deste simples e complexo objeto é o ser ele mesmo. O que já foi e o que está se projetando. No entanto, Johan (Max von Sydon) parece querer esconder seus fantasmas do passado do conhecimento de Alma (Liv Ullmann). O problema é que independente da tentativa imprópria de soterrá-lo, ele floresce a contragosto de Johan, que não se aguenta mais em si mesmo. A opressão do pai, da igreja e do médico, a indiferença do nobre mecenas e da amante Veronica Vogler (Ingrid Thulin) vêm à tona como que a explicar o ser Johan, que pergunta-se: "O espelho foi estilhaçado. Mas o que os estilhaços refletem?".

Simplesmente ele mesmo. Os estilhaços nunca deixam de refletir como se o próprio espelho fosse. Apenas em parte menor e quebrada, como se não explicasse, mas sem deixar de refletir. E o pior! Em um menor ângulo que às vezes não deixa espaço para a compreensão.Não foi o caso de Alma que ao marido continuou devota. Foi o próprio Johan que de tanto se negar e de se esconder em quem não era, se perdeu em si mesmo.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

A balburdia e a conquista

O cerco político nunca foi tão grande, em tempos recentes, para tentar golpear uma presidenta eleita pelo regime democrático do voto. A balbúrdia instalada pelo Congresso, pelo Senado e pela mídia, de fato, tem colocado interrogações na cabeça do povo brasileiro. No entanto, quando se questiona o quê, quem, como e quanto Dilma "roubou" as respostas são evasivas.

As instituições são entes bastante complexos. Ainda mais se tratando de um República continental tão díspare do Oiapoque ao Chuí. A corrupção também é um instituto bastante complexo, assim como a cultura de uma nação. Por isso não é fácil entender um momento econômico desencadeado após um momento de farra em meio à bonança.

O que é de se admirar em Dilma Rousseff​ é a sua personalidade forte. A primeira mulher presidenta da República Federativa do Brasil quebrou não apenas este paradigma, mas outro de caráter político bastante significativo que tem incomodado uma parcela da população herdeira de quem apoiou o golpe militar de 1964. Este mesmo que foi responsável pela clandestinidade e tortura da atual presidenta. 

É por isso que dentre todas as possibilidades possíveis de presidentes que pudesse governar o país hoje - salvo Lula, pois este é um caso a parte - nenhum seria capaz de sustentar com unhas e dentes a manutenção do Estado Democrático de Direito como Dilma Rousseff. O que no momento atual devemos chamar de "conquista".

quarta-feira, 18 de março de 2015

Com vocês, Leonel Brizola

Tamanho esculacho, impetrado por um político, ainda em 1994, deveria ser exaustivamente repetido durante todos os anos, sobretudo quando o poder dessa emissora de baixo teor cultural se manifesta sorrateiramente para golpear aqueles que brigam por um país melhor, mais justo e mais igualitário.

O instituto constitucional do direito de resposta deveria ser solicitado quantas vezes necessário fosse. Isso porque não dispomos de uma Lei de Imprensa de verdade que ponha de uma vez por todas fim a esse monopólio abusivo que hoje vemos. O primeiro passo foi dado anos atrás com a revogação da Lei da Imprensa de 1968 da Ditadura Militar. Hoje, precisamos editar a Lei de Imprensa da Democracia.

Para tanto, precisamos ainda defende-la (a Democracia) de medíocres golpistas que almejam atualmente criar o terceiro turno de uma eleição já encerrada e pacificada nos termos da lei.

Por fim precisamos de fato de reestruturar diversas de nossas instituições para que tenhamos cada vez mais um Estado Democrático de Direito capaz de fazer valer cada uma das cláusulas pétreas de sua Constituição, sua Carta maior e soberana. 

Com vocês, Leonel Brizola: 



sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Eis o Brasil de meu Deus!

"Se temos o maior espetáculo do planeta, agradeça à contravenção"

Devemos esse libelo da filosofia política ao gênio Neguinho da Beija-Flor. O célebre pensador tupiniquim. Formado nas sambadas negras dos subúrbios cariocas. Seria o Machado de Assis contemporâneo? Não fosse minha ironia e o acuamento por que passou a respeito da polêmica em torno do financiamento da Ditadura do Guiné-Equatorial, talvez não desfrutássemos dessa pérola verídica.

Contudo, pergunto-me eu, que temos a ver com a Ditadura da Guiné Equatorial? Que moral tem os gênios do facebook para condená-la e pôr a Escola de Samba na berlinda? Estamos vivendo um momento na história do país único. Estamos diante de um dos maiores paradoxos da história. Este é o país das contradições, diga-se de passagem. Diante da abertura dos arquivos militares, dos DOPS da vida, da investigação história aprofundada do nosso período ditatorial, recorrentemente deparamo-nos com declarações pela "volta à Ditadura". Que lógica rege o pensamento verdeamarelo afinal? De fato, Aristóteles do Brasil passou longe. 


Eis o Brasil de meu Deus! 

Somente o moralismo contra a desgraça alheia é capaz de escancarar o escancarado. Quem não sabia que o tráfico de drogas financiava as Escolas de Samba do Rio de Janeiro? A sonegação de impostos? Santa inocência dos tupiniquins. 

Estes mesmos cegos, são aqueles que bradam pelo impeachment. Cegos e brabos. Sua força e seus músculos concentram-se nos teclados e nas redes sociais. São cidadãos virtuais. Pois segundo aquele senhor grego da antiguidade clássica que ao largo passou pelo Brasil, a política é a arte da ação. Na Grécia ela era discutida na praça pública e deliberada pelos detentores de exercer seus direitos. 

Há quem lamente o fato de na Grécia a cidadania ser censitária. Mas será que ela não o é hoje no Brasil? Pelo menos, na Grécia nada era velado. No Brasil, a "Constituição-Cidadã" é letra morta. Seu artigo quinto é lixo nas mãos da mídia golpista. Seu papel não é de informar, mas de confundir a serviço dos grandes interesses político-econômico. Para ela não mais faz sentido o PT continuar no poder, precisamos "oxigenar" os quadros. É a lógica do poder pelo poder, onde não há, na verdade, lógica. 

A mídia não costuma tratar da reforma política que regulamente e extinga - se possível - o financiamento privado de campanha que submete o poder político ao poder econômico. Não costuma também abordar o tema de uma política fiscal e uma tributária proporcional à renda. Assim como pouco se importa com o real problema e os interesses envolvidos por trás do tráfico de drogas.

Cabe à mídia imputar crimes arbitrariamente. E aos políticos eleitos, manter o status quo de uns poucos. À população resta os farelos jogados por ele.

À presidenta eleita democraticamente pelo voto cabe por em prática a "Pátria Educadora". E de preferência com muito Aristóteles na mente das crianças para, pelo menos inicialmente, termos um mínimo de coerência e crítica na arte do pensar. Talvez daqui a 20 ou 30 anos tenhamos um país menos desigual em virtude de uma população menos desinformada e mais sensata politicamente. 





quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

O velho "novo": os ciclos da história.

"Destruir o velho e construir o novo, transformaram-se em prioridades do governo pernambucano, que, endossando o ideário político sustentado pelo regime estadonovista (ou seria eduardista?), viu nas construções populares uma forma de colocar em prática o que, até então, era apenas projeto social. estas construções apresentam-se em duas vertentes que se completavam: uma que construía habitações populares para erradicação dos mocambos na cidade; e outra, que construía, destruindo a tradição e buscando criar o novo, o moderno, o progresso, sob o artifício do embelezamento. O conjunto destas construções - dentro de uma visão de uma estética facista, deveria representar no futuro um eloquente discurso político do Estado Novo (ou seria do Novo Recife?)." (ALMEIDA, 2001, pgs. 128-129).
Não é normal iniciar-se um texto com citação tamanha, mas o presente caso justifica tal. Justifica porque se trata de um novo que não o é. Inclusive a própria citação que do passado de duas décadas parece falar do presente. 

Tal texto, por incrível que pareça, é de Maria das Graças Andrade Ataíde de Almeida, fruto de sua tese de doutorado apresentada a USP em 1995(!), intitulada "A Construção da Verdade Autoritária". Este magnífico trabalho historiográfico busca compreender a autoconstrução de um ideário político de governo da Interventoria de Agamenon Magalhães, entre 1937 e 1945. Para tanto, nos mostra a Profa. a utilização dos recursos do Estado em prol do discurso político legitimador de si mesmo. 

Agamenon Magalhães se utilizou de um tripé: o controle da educação, o discurso da modernidade e a atuação do jornal "Fôlha da Manhã". No campo educacional se contrapôs à perspectiva da Escola Nova de Anísio Teixeira ao pôr em prática a Reforma Capanema; com seu jornal, veiculou a propaganda de seu próprio governo; e também empreendeu o discurso modernizante. 

E é justamente este último que nos interessa. 
"A modernidade representava para a elite recifense o apartamento servido por elevador, o telefone (...). Assim, no novo Recife, as casas deveriam começar a ceder lugar para os novos apartamentos luxuosos que passaram a simbolizar a vida moderna (...) em contraste flagrante com o Recife antigo, preconizado como se reacendesse a "burrice"." (ALMEIDA, 2001, pgs. 130).
Portanto, o Novo Recife de hoje e a sua perspectiva modernizante nada de "novo" tem. Trata-se nada mais nada menos que o protótipo de um modelo nazista de modernização encampado por Hitler em seus discursos totalitaristas e ultra-nacionalistas ou um modelo excludente aos moldes do Barão de Hausmann em Paris, que expropriou a classe trabalhadora do centro da cidade para por em prática a Bélle Époque

Por isso o Projeto Novo Recife deve ser tratado não como um simples empreendimento imobiliário urbano, mas como um modelo de cidade que não se quer. E o Movimento Ocupe Estelita é fruto da mobilização política pela cidade que se quer: longe dos padrões pré-determinados, excludentes e anti-históricos. 

Não de agora a cidade através de grupos políticos, ativistas e artistas vêm se manifestando contra este modelo não-sustentável de verticalização, de abandono do transporte coletivo. Muito se vêm produzindo a fim de alertar a sociedade. Vale destaque para o MDU, Grupo Direitos Urbanos do Facebook, #OcupeEstelita, e os profissionais do cinema.

O filme "O Som ao Redor" no campo cinematográfico foi talvez o baluarte desta saga. No seu bojo, uma avalanche de filmes foram produzidos. O resultado em síntese disso tudo foi o documentário produzido e intitulado de "Recife, Cidade Roubada".




segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Ligeiras palavras sobre o indefinível Papa Francisco

Assim que Bergoglio foi nomeado papa, me cerquei de incertezas e de dúvidas quanto a atuação dele, em função também das acusações de ele ter se envolvido com a ditadura argentina. Na mesma semana o Roda Viva convidou Leonardo Boff para uma sabatina e na oportunidade o frei falou que antes de tudo aquela era uma escolha simbólica para igreja, até mesmo pelo fato da escolha do nome Francisco. Mas que além disso Bergoglio tinha tudo para revolucionar a Igreja com a sua simplicidade e humildade autentica de um franciscano de vivencia. Na época, depositei minhas esperanças nas palavras de Boff, pela credibilidade do grande teólogo que é. E hoje após mais de um ano de pontificado, o papa Francisco já confirmou na sua prática de vida as palavras do frei. A luta contra a hierarquia clerical, a luta contra o farisaísmo das religiões, a luta contra as desigualdades do capitalismo, a luta contra os preconceitos de cor, raça e sexualidade, a interveniência nos diálogos de paz entre as nações (Israel x Palestina, EUA x Cuba). Enfim, Francisco já é um líder mundial consagrado e respeitado. Um líder fundamental para o mundo contraditório e perigoso em que vivemos.